3.09.2009

PORTUGAL nos inícios do século XIX

A Família Real

D. Maria I
a Piedosa, a Louca
Lisboa, 17 de Dezembro de 1734
Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816
26.ª Monarca (1777 -1816), sucede ao pai, D. José I
Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana
Casou com D. Pedro III, seu tio, a 6 de Julho de 1760, tendo nascido:

José (1761-1788)
João (nado morto) 1762
João Francisco (Set. – Out. 1763)
João Maria (1767-1826), futuro rei D. João VI
Mariana Vitória (1768 - 1788)
Maria Clementina (1774 - 1776)
Maria Isabel (1776 - 1777)
A Piedosa, devido à sua extrema devoção religiosa - construção da Basílica da Estrela em Lisboa.
A Louca, devido à doença mental nos últimos 24 anos de vida, depois da morte do seu filho primogénito, que não deixara vacinar contra a varíola, por motivos religiosos.
Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efectivo. Demitiu e exilou o Marquês de Pombal, libertou mais de 800 presos políticos e reabriu as audiências populares, interrompidas no tempo do pai. Concedeu asilo a aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Fundou a Academia das Ciências, a Real Academia da Marinha e a Real Biblioteca Pública de Lisboa. D Pedro III comprou o palácio de Queluz onde viveram.

Mentalmente instável, desde 10 de Fevereiro de 1792, foi seu filho, D. João VI que governou.
Transferência da Família Real para o Brasil a 13 de Novembro de 1807, devido à invasão do país pela coligação franco-espanhola, liderada por Junot, devido ao facto de se terem recusado a cumprir o bloqueio naval às Ilhas Britânicas.

A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington veio para Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular.
Com a derrota de Napoleão, em 1815, a família real volta para Portugal.
D. João VI
O Clemente
Lisboa, 13 de Maio de 1767
Lisboa, 10 de Março de 1826
João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança
27.º Monarca de Portugal (1792/ 1816-1826), único coroado fora do paísSucede a sua mãe, D. Maria I
Casou em 1785 com Carlota Joaquina de Espanha, de 10 anos, embora o casamento só fosse consumado 5 anos mais tarde, de quem teve 9 filhos:
Maria Teresa de Bragança (1793-1874)
António Francisco 1795 -1801
Maria Isabel (1797-1818) + Pedro IV
Pedro, Rei de Portugal e Imperador do Brasil (1798-1834)
Maria Francisca (1800-1834)
Isabel Maria (1801-1876)
Miguel I, rei de Portugal (1802-1866)
Maria da Assunção, (1805-1834)
Ana de Jesus (1806-1857)

Em 1815 foi Príncipe Regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves

O seu reinado decorre em época de grandes mudanças mundiais e em Portugal: a Revolução Francesa, o Bloqueio Continental; a guerra com Espanha e a perda de Olivença, as Invasões Francesas com a transferência da corte portuguesa para o Brasil; a Revolução Liberal do Porto e a independência do Brasil.

Foi a derrocada de um mundo e o nascimento de outro…

Invasões Francesas
Antecedentes
  • A Guerra Peninsular (1807-1814) tem uma série de momentos que envolvem a Península Ibérica e remontam à Campanha do Rossilhão (1793-95), quando tropas portuguesas reforçaram as espanholas, para integrar a aliança liderada pela Grã-Bretanha contra a França revolucionária.
  • Quando Napoleão sobe ao poder, em 1799, a Espanha alia-se à França, com a intenção de invadir e dividir Portugal, afectando assim os interesses comerciais do Reino Unido, que culmina com a Guerra das Laranjas, em 1801.
  • Napoleão planeia dividir Portugal em três partes no Tratado de Fointainebleau (1807):
    Entre Minho e Douro, a ser governado pelo príncipe do extinto Reino da Etrúria;
    Entre Douro e Tejo, a ser administrado pela França, dado o potencial estratégico;
    A sul do Tejo, a ser governado por Godoy, primeiro-ministro de Espanha.
  • Em 1807, D. João VI recebe as exigências francesas:
    juntar-se no bloqueio continental e fechar os portos nacionais à Inglaterra
    decretar guerra à Inglaterra
    sequestrar os bens ingleses em território nacional
    prender todos os ingleses residentes
  • O monarca vê a situação nacional muito complicada, vista as exigências francesas irem contra a mais velha aliança do país com a Inglaterra (vinha já da Idade Média), acordando com os britânicos aceitar as exigências, enquanto se prepara para embarcar para o Brasil, com ajuda dos velhos aliados, a 27 de Novembro de 1807.

1.ª Invasão Francesa

Sob o comando do general Junot, as tropas francesas atravessam a Espanha em marcha acelerada e chegam a Portugal a 20 de Novembro de 1807. Quatro dias depois chegam a Abrantes, entram em Santarém a 28 e finalmente chegam a Lisboa a 30, não encontrando a família real, que tinha partido para o Brasil protegida pelos britânicos, pouco tempo antes.

É daqui que nasce a expressão: "...ficar a ver navios..."

  • No norte, a divisão de Tarranco, com cerca de 6.000 homens, entra por Valença e toma o Porto, onde já se encontrava o general Juan Carrafa com 4.000 homens.
  • Napoleão envia mais tropas para o Norte de Espanha, com o pretexto de ajudar as tropas de ocupação em Portugal.
  • Em Madrid (1808) é deposto o rei Carlos IV e colocado no trono Fernando VII. Este último recebe o general Murat como um aliado, esperançado no cumprimento do Tratado de Fointainebleau, mas equivocara-se. É forçado a abdicar e a reconhecer José Bonaparte como rei de Espanha. A população espanhola revolta-se e Murat ordena o fuzilamento de milhares de espanhóis que Francisco Goya imortaliza na pintura.
  • Portugal e Espanha estão em armas contra os franceses. Neste mesmo ano (1808), o rei D. João VI, no Brasil, declara nulos todos os tratados que Portugal tinha assinado com a França, declarando-lhe guerra e renovando a velha aliança com a Grã-Bretanha.
  • No Porto, a 6 de Junho de 1808, nasce uma das mais fortes tentativas de derrube da ocupação francesa, tendo o Norte respondido em massa. Sob o comando do tenente-general Sepúlveda, forma-se no Porto a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, sob comando do bispo do Porto, D. António de Castro.
  • A bandeira francesa foi substituída pela portuguesa no Forte de S. João da Foz. Este acontecimento foi comemorado 200 anos depois com honras militares e o hasteamento da bandeira nacional em uso na época.
  • A altura foi aproveitada para a apresentação de um apontamento de recriação histórica levado a cabo pelas forças militares de Almeida e que se pode ver nas imagens. Chama-se a atenção para a diferença de cor nos vivos do fardamento, usado para facilitar a distinção entre os corpos militares em presença no campo de batalha.
  • Em Portugal as tropas francesas sob comando de Junot ficam reduzidas às concentrações em torno de Lisboa, Setúbal, Almeida e Elvas. A 24 de Julho, desembarca no Porto o general Arthur Wellesley (futuro duque de Wellington), onde recebe preciosas informações sobre a situação. Parte para Lisboa, onde conferencia com o almirante Cotton, comandante naval britânico na área, sob a forma de atacar os franceses. Travam-se as Batalhas da Roliça e do Vimeiro, ganhas pela coligação luso-britânica e que acaba por conduzir à Convenção de Sintra.
  • A expressão “ir para o maneta” nasceu da figura de um capitão de Junot, que tendo perdido uma mão em combate, se tornou de uma ferocidade sem igual nas pilhagens e ataques às populações, tendo a ideia ficado associada à perda de algo precioso de forma inglória!

2.ª Invasão Francesa

  • Em 1809 os britânicos desguarnecem a fronteira portuguesa a norte para ajudarem os espanhóis, na Corunha, onde serão derrotados.
  • O general Soult aproveita e entra em Chaves, em 1809, ocupando o Porto a 24 de Março, que cerca de dois meses depois é reconquistada com o auxílio britânico.

3.ª Invasão Francesa

  • Teve lugar em 1810, comandada pelo marechal Massena. Entrou em Portugal por nordeste, conquistou Almeida e marchou em direcção a Lisboa, tendo sido interceptado pelas forças luso-britânicas e derrotado na Batalha do Buçaco (27 de Setembro). Reagruparam-se e seguiram para Lisboa, mas foram detidos pelas Linhas de Torres a 14 de Outubro.
  • As tropas portuguesas, espanholas e britânicas perseguiram os franceses até território francês tendo havido muitos confrontos violentos, que culminaram com a vitória final em Toulouse (10 Abril 1814).

Consequências:

  • Independência das colónias espanholas na América
  • Independência do Brasil
  • Hegemonia da Grã-Bretanha até à 1.ªGuerra Mundial, depois da derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo (1815).
  • Implantação das ideias liberais em Portugal
    …a Revolução de 1820 no Porto
    ...as Lutas Liberais entre D. Pedro e D. Miguel

2.06.2009

Programa

BICENTENÁRIO DAS INVASÕES FRANCESAS EVOCAÇÃO DA
“BATALHA DA PONTE DE NEGRELOS”

São Martinho do Campo Santo Tirso

PROGRAMA
21 - 28 de Março de 2009


21 de Março - Sábado

  • 09h00 Alvorada – Fogo comemorativo - Hastear das Bandeiras
  • 21h00 Desfile do grupo de bombos do C.C.L.>Av. das Tílias
  • 22h00 Dança evocativa das Invasões Francesas>Salão Paroquial
    Folclore Tradicional

22 de Março - Domingo

  • 10h00 Exposição iconográfica da Associação Napoleónica Portuguesa>Junta de Freguesia
    Exposição de desenhos e fotografia dos alunos das Escolas de S. Martinho do Campo>Junta de Freguesia
    Exposição “A Batalha da Ponte de Negrelos na II Invasão Francesa”>Junta de Freguesia
  • 15h30 Blaserquintett "Quinteto de Sopros">Junta de Freguesia

25 de Março – Quarta-feira

  • 18h00 Hastear das bandeiras ao som dos hinos de Portugal e França>Junta de Freguesia
    Descerramento da lápide “Em memória dos Campenses”>Adro da Igreja
    Largada de Pombos
  • 18h30 Sessão solene evocativa da batalha da Ponte de Negrelos>Junta de Freguesia
    Palestrante …….. (a confirmar)
    “Porto de honra”
  • 21h30 Inauguração da escultura evocativa da batalha>Ponte de Negrelos
    Lançamento do livro “Os Heróis da Ponte de Negrelos”>Ponte de Negrelos
  • 22h30 Teatro …. (a confirmar)>Ponte de Negrelos

28 de Março - Sábado

  • 17h30 Missa solene em memória dos Campenses>Igreja Paroquial
  • 21h30 Ópera>Ponte de Negrelos
    Fogo-de-artifício>Ponte de Negrelos

2.05.2009

Broadcast Test

2.03.2009

Pistola


Espingarda




General Henri-Antoine Jardon

1768: 3 de Fevereiro, nasce Henri-Antoine Jardon em Verviers (Belgica)

1789: Segundo-tenente comandante dos voluntários “franchimontois” em 1789, ele combate os austríacos e ganha a França em 1790.

1792: 27 Abril, tenente, é incorporado na legião liègeoise”. No 1 de Maio, é promovido capitão.

1793: O 11 de Março, é nomeado chefe de batalhão. No 1er Abril, è promovido chefe de brigada. Durante Março recebe o comando “1er atiradores”, expandido com a adição da ex-legião liègeoise e de outras unidades belgas. O coronel JARDON passa sob o comando de JOURDAN e combate na batalha Wattignies o 15 de Outubro que força o Príncipe de Cobourg a levantar o cerco de Maubeuge.

1794: É nomeado comandante do 1er batalhão dos caçadores-atiradores belga e é enviado aos postos avançados Madeleine sob Lille. O 23 de Março, pelo Comité de Satut public, é nomeado General de Brigada no exército do Norte até 1795. Durante este período, o 13 de Junho de 1794, ele combate em Hooglède com Souhan, no 19 de Outubro de 1794, em Oude-Watering. Depois, do 27 de Outubro ao 8 de Novembro, participa no cerco de Nimègue. Comanda a praça-forte de Nieuport o 13 de Julho de 1795. É igualmente nomeado comandante do departamento da Dyle até Fevereiro 1797.

1798: É encarregue do departamento de l'Escaut; em Outubro e Novembro, reprima violentamente os levantamentos de Diest, Hassett et Maestricht.

1799: Em Fevereiro, parte para o exército de Mayence, depois a do Danúbio. No 25 de Março, serve a divisão Vandamme em Stocbach e, o 30 de Abril, passa à divisão Souhan. O 21 de Maio, entre na Suíça com os 46ºet 87º de Linha, e 0 17e Dragão da divisão Xaintrailles, e 0 29 de Maio, está na divisão Loison.

1800: A 14 de Março, passa à divisão Lecourbe e faz a campanha de Souabe, fazendo parte activa na vitória do General Moreau no 3 de Dezembro sobre as tropas austro-bavaroises do arqui-duc Jean de Honhentinden. A 30 de Março, é colocado na divisão Vandamme, depois na divisão La Poype com a qual ele toma Bregentz, no 11 de Maio; Passa depois à divisão Motitor e, no 12 de Julho, o seu sentido da estratégia no corrente da evolução das investidas permite e assegura a tomada de Fredkirch.

1801: É posto em não activo.

1803: em 21 de Setembro, ele retoma o serviço e é-lhe dado o comando da 2ª divisão militar, (departamento das Deux-Nêthes).

1804: É feito Comendador na ordem da Legião de Honra. Ele recebe as insígnias durante e grandiosa entrega das Cruzes do campo de Boulogne, a 16 de Agosto.

1805: A 31 de Agosto é mudado ao campo de Boulogne onde Brune lhe oferece o comando de uma brigada.

1806: No 15 de Dezembro, em Boutogne, ele comanda a 2ª divisão do corpo de Gouvion -Saint-Cyr.

1808: A 15 de Novembro, é transferido para o VIII Corpo do exército de Espanha.

1809: A 9 de Janeiro passa a 2ª divisão do General Mermet do II Corpo do exército de Espanha, e lá se encontrou pela primeira vez num exército comandado pelo Imperador Napoleão em pessoa; ele assinala-se na Corunha aos 15 e 16 de Janeiro, nomeadamente à tomada d'Elvina onde um corpo Inglês se tinha entrincheirado, assim como na tomada de Ferrol, graças ao facto, o Marechal Ney ocupou a Galiza. O Marechal Soult, tendo recebido do Imperador, antes da sua saída, instruções para fazer a conquista de Portugal, reuniu as tropas em Santiago de Compostela e redondezas, O General Jardon partiu em posto avançado sobre Tuy por Padron et Pontevedra. É na passagem deste rio, que barra a estrada para o Porto, e depois de se ter distinguido em Braga que, no 15 de Março, foi morto o General Jardon..

Seu nome está gravado no Arco de Triunfo, pilar Oeste (Av. Grande Armée/Av. Kléber), 38.º coluna.

História da batalha da Ponte de Negrelos

No dia 23 de Março de 1809 a “Ponte de Negrellos” tinha sido conquistada pelas tropas comandadas pelo Major Nicolas. Este oficial apreendeu a ponte, e fez restabelecer por camponeses o que tinha sido destruído.

Mas durante a noite, os enviados do Generalíssimo d’ O-Porto, insurgiram de novo os habitantes, e tropas Portuguesas que chegaram com um canhão, reconquistaram a Ponte.

Sendo, para os Franceses, uma passagem estratégica, para conquistar o Porto, foram dados ordens a coluna esquerda para reconquistar a “Ponte de Negrellos”.

Foi, no dia 25 de Março que o 31º regimento, às ordens do General Henri-Antoine Jardon, para esta Ponte foi destacado.

Como os atiradores Franceses estavam a ser parados pelos cerca de 900 Portugueses, escondidos atrás das arvores, e a batalha inconquistável, o General Jardon impaciente com esta oposição, pega na sua arma, e parte à frente, atirando para todos os lados. De repente, o General vê um português de setenta anos, que tinha ficado na margem direita e que tinha atirado várias vezes. Corre para o idoso, pondo o no chão, parte-lhe a arma. Sentimentos de dores e de piedade que lhe tinha sido recomendado pelo Marechal quando tinha posto os pés em Portugal. Poupou a vida ao velho homem, fazendo-lhe entender que os Franceses não estavam em guerra contra o povo, mas sim contra as tropas regulares. Mas o velho, que tinha a casa perto, volta para ela agarra noutra arma e põe fim a vida de quem o tinha poupado. O General recebe a bala no canto do olho direito, dizendo a um granadeiro do 86º regimento, de nome Fagart, que estava ao lado dele, de avisar o Coronel Méjean, do 31º, a fim de tomar o comando da brigada. Um quarto de hora depois ele expira e é inumado no mesmo lugar, na margem do rio.

A sua morte encheu de dor o 31º regimento que, testemunho da sua bravura, decidiu vinga-lo. Os soldados Franceses, animados de um ardor que nada pode parar, passam o rio, uns segurando no ar a espingarda e giberne, tendo água até a cintura, os outros montados na garupa atrás dos cavaleiros, todos cedem perante os Franceses, a artilharia é tomada, os Portugueses que não conseguem fugir, são imolados.

Mais de duzentos homens jazem na praça.

Este sucesso abre às divisões Franceschi e Mermet, a passagem pela Ponte, permitindo de fazer a junção com a coluna do centro.
Este facto fez com que o General Vallongo fosse repreendido por não ter tomado as medidas necessárias, sendo-lhe imputado o sucesso dos Franceses. Não contente por o massacrar, os Portugueses cortaram-no aos bocados que foram colocados em estrume.

Assim passaram os franceses a denominada “Ponte de Negrellos”. Este facto está registado no Livro de Óbitos da Freguesia.

Aludimos à resistência heróica, bem digna de Afonso Henriques, que o povo de São Martinho do Campo, Salvador e arredores opôs às tropas Francesas.

De São Martinho do Campo, pereceram:
· António Ferreira, casado com Joana Martins, do lugar de “Paderne”;
· Joaquim Ferreira, casado com Joana Martins, do lugar do “Carvalhal”;
· Domingos Francisco, viúvo, da “Ponte de Negrelos”;
· José Francisco, casado com Angélica Ferreira, da “Ponte de Negrelos”;
· José da Cunha, casado com Custódia Machado, da “Bonna Vista”;
· Manuel Ferreira, casado com Josefa Maria, do “Outeiro de Jinso”;
· Joaquim, solteiro, filho de Maria Teresa, viúva que ficou de Custódio Machado, da “Torre”;
· Pedro da Cunha, viúvo, da “Escorregadoura”;
· António Alves, casado com Antónia Maria, do “Monte;
· Francisco Pereira, casado com Maria Martins, de “Rubais”;
· Constantino, solteiro, e António, solteiro, ambos criados do Abade de São Martinho.

Uma curiosidade deste episódio tem a ver com o facto de, nesse mesmo dia, noutro ponto da Freguesia terem aparecido quinze corpos, cuja proveniência ninguém conhecia, mas que foram piedosamente enterrados no lado Sul do adro da Igreja de São Martinho. Segundo contam as gentes da terra, durante muito o local era perfeitamente reconhecido, uma vez que a relva se conservava ali mais verde e viçosa. A verdade é que em 1891, o Abade João Pinto dos Reis, no Jornal de Santo Thyrso dizia “parece um protesto mudo da natureza contra a ingratidão dos homens, que deixaram no olvido esses martyres, sem ao menos lhes erguerem um modesto mausoléu: uma simples cruz.

Ponte de Negrelos - Hoje


Pintura "A defesa da Ponte de Negrelos"

Pintura a óleo de Carlos Alberto Santos - "A defesa da Ponte de Negrelos"