D. Maria I
a Piedosa, a Louca
José (1761-1788)
João (nado morto) 1762
João Francisco (Set. – Out. 1763)
João Maria (1767-1826), futuro rei D. João VI
Mariana Vitória (1768 - 1788)
Maria Clementina (1774 - 1776)
Maria Isabel (1776 - 1777)
Mentalmente instável, desde 10 de Fevereiro de 1792, foi seu filho, D. João VI que governou.
Transferência da Família Real para o Brasil a 13 de Novembro de 1807, devido à invasão do país pela coligação franco-espanhola, liderada por Junot, devido ao facto de se terem recusado a cumprir o bloqueio naval às Ilhas Britânicas.
A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington veio para Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular.
Com a derrota de Napoleão, em 1815, a família real volta para Portugal.
O Clemente
António Francisco 1795 -1801
Maria Isabel (1797-1818) + Pedro IV
Pedro, Rei de Portugal e Imperador do Brasil (1798-1834)
Maria Francisca (1800-1834)
Isabel Maria (1801-1876)
Miguel I, rei de Portugal (1802-1866)
Maria da Assunção, (1805-1834)
Ana de Jesus (1806-1857)
Em 1815 foi Príncipe Regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves
O seu reinado decorre em época de grandes mudanças mundiais e em Portugal: a Revolução Francesa, o Bloqueio Continental; a guerra com Espanha e a perda de Olivença, as Invasões Francesas com a transferência da corte portuguesa para o Brasil; a Revolução Liberal do Porto e a independência do Brasil.
Foi a derrocada de um mundo e o nascimento de outro…
- A Guerra Peninsular (1807-1814) tem uma série de momentos que envolvem a Península Ibérica e remontam à Campanha do Rossilhão (1793-95), quando tropas portuguesas reforçaram as espanholas, para integrar a aliança liderada pela Grã-Bretanha contra a França revolucionária.
- Quando Napoleão sobe ao poder, em 1799, a Espanha alia-se à França, com a intenção de invadir e dividir Portugal, afectando assim os interesses comerciais do Reino Unido, que culmina com a Guerra das Laranjas, em 1801.
- Napoleão planeia dividir Portugal em três partes no Tratado de Fointainebleau (1807):
Entre Minho e Douro, a ser governado pelo príncipe do extinto Reino da Etrúria;
Entre Douro e Tejo, a ser administrado pela França, dado o potencial estratégico;
A sul do Tejo, a ser governado por Godoy, primeiro-ministro de Espanha. - Em 1807, D. João VI recebe as exigências francesas:
juntar-se no bloqueio continental e fechar os portos nacionais à Inglaterra
decretar guerra à Inglaterra
sequestrar os bens ingleses em território nacional
prender todos os ingleses residentes - O monarca vê a situação nacional muito complicada, vista as exigências francesas irem contra a mais velha aliança do país com a Inglaterra (vinha já da Idade Média), acordando com os britânicos aceitar as exigências, enquanto se prepara para embarcar para o Brasil, com ajuda dos velhos aliados, a 27 de Novembro de 1807.
1.ª Invasão Francesa
Sob o comando do general Junot, as tropas francesas atravessam a Espanha em marcha acelerada e chegam a Portugal a 20 de Novembro de 1807. Quatro dias depois chegam a Abrantes, entram em Santarém a 28 e finalmente chegam a Lisboa a 30, não encontrando a família real, que tinha partido para o Brasil protegida pelos britânicos, pouco tempo antes.
É daqui que nasce a expressão: "...ficar a ver navios..."
- No norte, a divisão de Tarranco, com cerca de 6.000 homens, entra por Valença e toma o Porto, onde já se encontrava o general Juan Carrafa com 4.000 homens.
- Napoleão envia mais tropas para o Norte de Espanha, com o pretexto de ajudar as tropas de ocupação em Portugal.
- Em Madrid (1808) é deposto o rei Carlos IV e colocado no trono Fernando VII. Este último recebe o general Murat como um aliado, esperançado no cumprimento do Tratado de Fointainebleau, mas equivocara-se. É forçado a abdicar e a reconhecer José Bonaparte como rei de Espanha. A população espanhola revolta-se e Murat ordena o fuzilamento de milhares de espanhóis que Francisco Goya imortaliza na pintura.
- Portugal e Espanha estão em armas contra os franceses. Neste mesmo ano (1808), o rei D. João VI, no Brasil, declara nulos todos os tratados que Portugal tinha assinado com a França, declarando-lhe guerra e renovando a velha aliança com a Grã-Bretanha.
- No Porto, a 6 de Junho de 1808, nasce uma das mais fortes tentativas de derrube da ocupação francesa, tendo o Norte respondido em massa. Sob o comando do tenente-general Sepúlveda, forma-se no Porto a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, sob comando do bispo do Porto, D. António de Castro.
- A bandeira francesa foi substituída pela portuguesa no Forte de S. João da Foz. Este acontecimento foi comemorado 200 anos depois com honras militares e o hasteamento da bandeira nacional em uso na época.
- A altura foi aproveitada para a apresentação de um apontamento de recriação histórica levado a cabo pelas forças militares de Almeida e que se pode ver nas imagens. Chama-se a atenção para a diferença de cor nos vivos do fardamento, usado para facilitar a distinção entre os corpos militares em presença no campo de batalha.
- Em Portugal as tropas francesas sob comando de Junot ficam reduzidas às concentrações em torno de Lisboa, Setúbal, Almeida e Elvas. A 24 de Julho, desembarca no Porto o general Arthur Wellesley (futuro duque de Wellington), onde recebe preciosas informações sobre a situação. Parte para Lisboa, onde conferencia com o almirante Cotton, comandante naval britânico na área, sob a forma de atacar os franceses. Travam-se as Batalhas da Roliça e do Vimeiro, ganhas pela coligação luso-britânica e que acaba por conduzir à Convenção de Sintra.
- A expressão “ir para o maneta” nasceu da figura de um capitão de Junot, que tendo perdido uma mão em combate, se tornou de uma ferocidade sem igual nas pilhagens e ataques às populações, tendo a ideia ficado associada à perda de algo precioso de forma inglória!
2.ª Invasão Francesa
- Em 1809 os britânicos desguarnecem a fronteira portuguesa a norte para ajudarem os espanhóis, na Corunha, onde serão derrotados.
- O general Soult aproveita e entra em Chaves, em 1809, ocupando o Porto a 24 de Março, que cerca de dois meses depois é reconquistada com o auxílio britânico.
3.ª Invasão Francesa
- Teve lugar em 1810, comandada pelo marechal Massena. Entrou em Portugal por nordeste, conquistou Almeida e marchou em direcção a Lisboa, tendo sido interceptado pelas forças luso-britânicas e derrotado na Batalha do Buçaco (27 de Setembro). Reagruparam-se e seguiram para Lisboa, mas foram detidos pelas Linhas de Torres a 14 de Outubro.
- As tropas portuguesas, espanholas e britânicas perseguiram os franceses até território francês tendo havido muitos confrontos violentos, que culminaram com a vitória final em Toulouse (10 Abril 1814).
Consequências:
- Independência das colónias espanholas na América
- Independência do Brasil
- Hegemonia da Grã-Bretanha até à 1.ªGuerra Mundial, depois da derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo (1815).
- Implantação das ideias liberais em Portugal
…a Revolução de 1820 no Porto
...as Lutas Liberais entre D. Pedro e D. Miguel



